A biodiversidade e as células-tronco no Lago da USP

De 18 à 24 de outubro aconteceu a exposição “Ciência para o Desenvolvimento Sustentável”, realizada pelo Hemocentro de Ribeirão Preto no Novo Shopping. O evento em comemoração à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – promovida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, tinha um espaço dedicado à Casa da Ciência, que foi planejado para permitir ao visitante mergulhar nos diversos conceitos presentes no Lago da USP do campus de Ribeirão Preto, para isso, o ambiente do lago foi recriado em menor proporção (6m2) dentro da exposição.
O visitante foi levado a compreender como cada característica desse ambiente (dimensão, temperatura, entre outros) permite que a vida e o ecossistema sejam mantidos. Além disso, foram exibidas as regiões que compõem o lago, como a zona litoral, limnética e profunda. 
Para facilitar a compreensão de conceitos como ambiente e ecossistema, esses temas foram abordados no microambiente do água-pé, planta aquática flutuante que apresenta em sua raiz diversos tipos de animais, como a planária, parte do zooplâncton – como ninfa de insetos, entre outros. Desses animais ganharam destaque a planária e o zooplâncton.

 
 A planária, que é um verme platelminto, já foi utilizada diversas vezes pelos alunos da Casa da Ciência como modelo de estudo da regeneração. Esse animal possui grande capacidade regenerativa devido suas células-tronco, chamadas de neoblastos. Na exposição, o público conheceu o Orkut do Turbelário (a), a planária, que recebeu esse nome porque pertence à classe Turbellaria de vermes Platyhelminthes. A planária é hermafrodita, por isso não pode ser atribuído sexo feminino ou masculino a ela.
 
Nos zooplânctons são encontrados pequenos crustáceos que, juntos aos fitoplânctons – representados por algas unicelulares, formam o plâncton. Esse conjunto de pequenos seres vive em suspensão na água. Na exposição foi possível observá-los no microscópio e conferir as suas curiosas formas.
 
O público ainda conferiu os vídeos explicativos sobre a ciclose da elodea e a epiderme do água-pé, que também foram observados nos microscópios.
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