Aprendendo por osmose

Quem nunca ouviu a frase “Aprendendo por osmose”? Mas o que será que isso significa? No dia 20 de junho, o pesquisador Bruno Menezes fechou o semestre de encontros do Adote um Cientista utilizando exemplos do cotidiano para explicar esse fênomeno, que é caracterizado pela passagem de solvente de uma região pouco concentrada em soluto para uma mais concentrada através de uma membrana semipermeável. Aprender por osmose ainda não é possível, mas os alunos do Adote já sabem que ela é um processo físico-químico importante na sobrevivência das células.

 

Trocando em Miúdos

Sabemos que tudo na natureza tende ao equilíbrio e, em situações de desequilíbrio entre meios de diferentes concentrações acontece a famosa osmose. Mas fenômenos como esse são imperceptíveis aos olhos desatentos, por isso, toda ciência possui um alicerce bastante sólido que exige observação minuciosa.
Após aguçar esse raciocínio entre os alunos, o pesquisador lançou uma série de reflexões: “Por que a salada temperada murcha? Por que, em contato com a água, os dedos enrugam? Como as plantas são capazes de utilizar a água que está no solo?”
Independente de respostas corretas, o raciocínio dos alunos foi coerente e pontual quanto às propostas do pesquisador, e o conhecimento se mostrou como mera consequência do principal desdobramento da Casa da Ciência: o prazer de aprender.
Quando falamos em osmose, é imprescindível a união entre química e física para compreender termos como solução e difusão. Para isso, Bruno usou o exemplo das bolsas de chá que, em contato com a água quente, realizam a troca entre soluto e solvente, liberando as partículas que serão homogeneizadas na solução.
Numa analogia intuitiva, o pesquisador ilustrou a osmose com a seguinte situação: “Imaginem um campo dividido por uma cerca. Agora coloquem duas vacas de um lado e uma vaca do outro. Onde terá mais carrapatos? Onde tem mais vacas, certo?”.
Nessa atmosfera, a palestra se desenvolveu num diálogo rico em detalhes para que a osmose fosse compreendida não apenas como um processo químico, mas num contexto biológico de ambientes distintos em busca do equilíbrio.


Espaço dos alunos

A partir da análise das filipetas do encontro, a equipe da Casa da Ciência produziu este infográfico destacando as principais dúvidas manifestadas pelos alunos e os principais conceitos aprendidos no encontro. A finalidade deste instrumento é a avaliação dos momentos de aprendizagem do aluno e valorização da sua dúvida.

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