Basta uma semente para germinar

GIOVANA FARIA

Apesar de um título que nos remete à Biologia, o grupo composto por Rafaelle Carolynne Santos Costa, Lais Sette Galinari, Thalita Nicolau Freire e Thales Vinícius Mozaner Romano está trazendo neste semestre para o Pequeno Cientista um assunto muito profundo: Basta uma semente para germinar: o desenvolvimento psicossocial infanto-juvenil. 

Rafaelle é graduada e mestranda em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP-RP), Lais é graduada em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP-RP) e mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da FFCLRP-USP, Thalita é bacharela em Psicologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da FFCLRP-USP e Thales é graduando em Psicologia na Universidade de São Paulo (USP-RP).

Para entender melhor a proposta, realizamos nossa tradicional entrevista com os orientadores.

Como você conheceu a Casa?

GRUPO Alguns membros do grupo conheceram o projeto via e-mail institucional, enviado neste semestre e outros já conheciam via divulgação realizada na internet (Facebook).

O que te motivou a escolher participar do Pequeno Cientista?

GRUPO O interesse comum que todos temos, como pós-graduandos, de trabalhar com ensino e com formação de pesquisadores. A ideia de fazer isso com alunos de ensino básico (adolescentes) nos pareceu especialmente importante, dado que é um período muito oportuno para a consolidação de identidade, opinião frente ao mundo e a sociedade, novas aprendizagens, etc.

Como foi realizada a escolha do tema/recorte de pesquisa para as aulas?

GRUPO O grupo de pesquisa ao qual somos vinculados dedica-se a pesquisas com a população infanto-juvenil, especificamente aqueles que são vítimas ou autores de violência. Partimos de uma perspectiva desenvolvimental, segundo a qual eventuais dificuldades/desajustes no comportamento humano seriam resultado de um acúmulo (ao longo da vida) de fatores de risco para estes desfechos negativos, na ausência de suficientes fatores que seriam protetivos para o indivíduo.

Por isso, decidimos que a nossa contribuição mais relevante seria apresentar este paradigma a eles e investigar, por meio de uma pesquisa empírica, fatores protetivos para diferentes desfechos que, embora negativos, ocorrem na vida da maioria das pessoas.

Por que você escolheu este método de ensino?

GRUPO Considerando o novo método que está sendo implementado (apresentado na questão 5), adotamos esta estratégia por ser um método de aprendizagem ativo, no qual é esperado que os adolescentes se apropriem de aspectos relevantes para a realização de uma pesquisa em psicologia à medida em que eles executam todas as etapas de um projeto, desde a elaboração, execução, análise e interpretação dos dados.

Você já alterou algo no método de ensino ou no conteúdo após esses primeiros encontros? Se sim, baseado em qual comportamento do aluno?

GRUPO Sim. Após os primeiros dois encontros, percebemos que o modelo tradicional de aula em que o aluno apenas acompanha a aula, escutando os pós-graduandos e observando slides, não seria significativo e não motivaria os pequenos cientistas a ter uma maior participação nos encontros. Com isso, optamos por sentarmos todos em uma mesa grande (como em uma reunião ou debate, que estimulasse mais a participação dos jovens), usar menos slides e utilizar mais a lousa, anotando tópicos e comentários que surgissem durante os encontros, o que também auxiliou na dinâmica mais participativa.

Por último, e mais importante, resolvemos que ao invés de apenas trabalhar assuntos relevantes sobre o desenvolvimento infanto-juvenil (por meio de aulas em diferentes formatos ou dinâmicas), desenvolveríamos um projeto de pesquisa em que os próprios pequenos cientistas seriam, de fato, cientistas: formular perguntas que podem ser investigadas sobre fatores protetivos no desenvolvimento na infância e adolescência, refletir sobre questões metodológicas e éticas de pesquisa em psicologia com seres humanos, coletar dados por meio de entrevistas com outros jovens, aprender a analisar e discutir os resultados encontrados. Com isso, será possível elencar fatores protetivos e estratégias de enfrentamento em situações difíceis (e comuns) nesta fase de desenvolvimento, e divulgar como uma cartilha na apresentação do mural.

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