Casa da Ciência marca presença no FeSBE Anual 2019

A reunião anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental (FeSBE), um dos eventos mais tradicionais da ciência brasileira, aconteceu de 9 a 13 de setembro na cidade de Campos do Jordão, em São Paulo e, junto a ele, o FeSBE Jovem, um espaço aberto para estudantes do Ensino Médio onde acontecem palestras com cientistas e apresentação de painéis de iniciação científica que são avaliados e premiados durante a reunião da federação. Nesta edição, a Casa da Ciência foi convidada para realizar uma atividade com o intuito de apresentar nosso trabalho representando o CTC – Centro de Terapia Celular/Cepid.

A Bárbara Benati Naves, colaboradora da Casa e aluna de Ciências Biológicas da USP-RP, foi nossa representante no evento. 

Durante o período de uma hora reservado para a Casa, foi desenvolvida uma atividade por meio do ensino por investigação como ferramenta de aprendizagem, ou seja, ao invés de uma hora de palestra expositiva os próprios alunos tiveram a oportunidade de investigar e aprender o conteúdo. Similar à proposta do Pequeno Cientista, um dos principais projetos da Casa da Ciência.

 

Os alunos receberam um vários materiais biológicos, dentre eles alguns insetos, para realizar uma identificação. Parte do material foi cedido pelo Prof. Dr. Eduardo Almeida do Departamento de Biologia da FFCLRP.

A atividade foi contextualizada no cenário atual das queimadas na Amazônia. Os alunos receberam vários materiais biológicos, dentre eles alguns insetos, para realizar uma identificação. Parte do material foi cedido pelo Prof. Dr. Eduardo Almeida do Departamento de Biologia da FFCLRP.

Baseado em dados anteriores, disponíveis em textos acessórios que foram distribuídos, a era que eles se imaginassem como um grupo de profissionais que realizariam um levantamento de fauna em uma das regiões afetadas pelas queimadas.

Eles deveriam então estimar a perda de biodiversidade com base nos animais que eles “coletaram” da região afetada (o material levado pela Casa), e inferir possíveis estratégias de remediação do local. 

Para a identificação da fauna, foi disponibilizado aos alunos uma ferramenta chamada chave de identificação para que eles pudessem identificar esses animais em grandes grupos. Por exemplo: o que é um crustáceo, um miriápode, e assim sucessivamente.

Chave de Identificação para Artrópodes

 

 

A adesão à proposta foi imediata. “Quando cheguei pedindo para que eles se colocassem em pé, senti que eles realmente ficaram empolgados com uma atividade interativa. O ensino por investigação envolve o estudante no aprendizado, os alunos gostaram bastante da atividade e tiraram muitas dúvidas”, disse Bárbara. 

Participaram da atividade três professores e 27 alunos do Ensino Médio da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fiocruz – RJ.

Texto: Giovana Faria

Revisão: Bárbara Benati

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