Entenda a comunicação dos neurônios

Os neurônios são, basicamente, constituídos de três partes: corpo celular, axônio e dendritos. A comunicação entre eles ocorre entre o terminal do axônio e as espinhas dendríticas.
A informação elétrica de um neurônio é transmitida para outro por meio de liberação de pequenas moléculas, chamadas neurotransmissores, em um espaço muito pequeno entre as membranas dos neurônios conhecido como fenda sináptica. Estes neurotransmissores liberados pelo terminal do axônio são capazes de se ligar a receptores presentes nas espinhas dendríticas do outro neurônio, fazendo com que eles fiquem permeáveis a íons sódio (Na+). O aumento de cargas positivas dentro do neurônio promove a propagação da informação elétrica.
 
A figura no vídeo a seguir mostra as estruturas básicas da sinapse, que é constituída pelo terminal do axônio e pela espinha dendrítica. A informação elétrica que passa pela membrana do axônio, representada pelo raio amarelo, abre canais iônicos, fazendo com que íons cálcio (Ca2+) entrem na célula.
 
Este aumento intracelular na concentração de íons cálcio (Ca2+) promove alterações na estrutura do neurônio, permitindo que as vesículas (bolsas contendo neurotransmissores) se movimentem em direção ao terminal do axônio. Em seguida, a membrana das vesículas se funde com a membrana do neurônio, liberando os neurotransmissores na fenda sináptica.
 
Os receptores presentes nas espinhas dendríticas são capazes de controlar a entrada de íons sódio (Na+) no neurônio quando se ligam aos neurotransmissores presentes na fenda sináptica e tornam-se permeáveis a Na+, mas em seguida se fecham até que uma nova molécula neurotransmissora se ligue a ele.
 
A membrana do neurônio, que é naturalmente mais negativa no ambiente intracelular, torna-se mais positiva com a entrada de Na+, gerando uma atividade elétrica que se propaga ao longo do seu axônio até outra sinapse. Assim ocorre a comunicação entre os cerca de 100 bilhões de neurônios existentes em nosso encéfalo.
 
Colaboração: Cleiton Lopes Aguiar (doutorando em neurociências pela FMRP/USP).
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