Eu faço pergunta para mim mesmo, quando estudo

Os programas Casa da Ciência do Hemocentro de Ribeirão Preto são conhecidos por algumas características mantidas ao longo dos seus 15 anos de existência. Dentre elas, uma marca importante da Casa é a manifestação através de perguntas, as quais se tornaram muito frequentes durante as atividades desenvolvidas.

A prática de perguntar, instituída desde o início, foi sendo consolidada como uma das principais estratégias de validação dos programas, entre eles o Adote um cientista (estabelecido na rotina a partir de 2005) e o Pequeno cientista (desde 2012).

Os diálogos mantidos entre pesquisadores – em sua maioria, pós-graduandos – e alunos de escolas básicas possibilitam perceber e ajustar o que é ensinado com o que é aprendido. Através das falas analisadas nos registros – outra característica da Casa – são percebidas manifestações de aprendizagem dos alunos, as quais confirmam/alteram a programação proposta.

A trajetória – perguntar, documentar o processo, além de trabalhar em grupo e apresentar resultados- tem facilitado a difusão de textos no site. É preciso insistir que há tarefas essenciais e igualmente complexas que antecedem à difusão de textos, que compreendem sua redação, correção e revisão, diagramação e editoração.

Com estas características e os resultados alcançados nestes anos, a equipe da Casa percebe que tem conseguido alcançar o propósito de imprimir iniciação científica aos seus programas.  O que mais surpreende é a revelação dos alunos (repetida em depoimentos) que, frequentando a Casa, aprenderam a estudar. Dizem que têm tentado seguir “esta forma em todas as disciplinas da escola” e também dizem “faço pergunta para mim mesmo, quando estudo “.

É interessante comentar que os alunos aprendem a perguntar relacionando informações, conteúdos e situações sobre temas diversos apresentados em palestras e nos grupos; com este exercício em ambiente de pesquisa, as perguntas vão apresentando um crescimento em complexidade no conteúdo. Os alunos vão ficando sabidos!

 

texto por Marisa Barbieri

edição por Vinicius Anelli

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