Exposição provocou discussão e despertou curiosidade em alunos e professores

A Casa da Ciência recebeu 130 alunos e professores entre os dias 17 e 20 de outubro durante as atividades da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – evento promovido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, que teve como tema “Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos”. A exposição “Ponto e Contraponto: Equilíbrios e Desequilíbrios Ambientais” fomentou discussão e curiosidade para conceitos como surgimento da Terra e fósseis, filogenia e evolução, abelha e marcadores biológicos, microscopia e também condições favoráveis (e não) à vida em lago. Tudo isso articulado ao conceito de adaptação e especialização de estruturas, com seleção natural.
 
A exposição rendeu tardes férteis dedicadas à discussão de conceitos com participação ativa dos alunos visitantes. Gabriela Moreira Buranelli, 16 anos, aluna do 1º ano do ensino médio do Colégio Semeando de Batatais, elogiou os temas abordados e destacou a importância da presença de especialistas.“Eu percebi que cada um sabia do que estava falando e tinha muito conhecimento. Eu achei isso muito interessante”, afirmou.

Surgimento da Terra e Fósseis
Os visitantes assistiram ao filme “Somos Terra”, produzido pela Ozi Escola de Audiovisual e cedido para exibição durante a exposição. Essa animação produzida a partir de modelagem 3D, de apenas 4 minutos, ilustra o surgimento do planeta Terra e a maneira como as mudanças climáticas foram ocorrendo ao longo de bilhões de anos. Além disso, observaram exemplares de fósseis de trilobita, peixes, barata, grilo, entre outros. Para os alunos, foi diferente ver o fóssil da apostila e observá-lo ao vivo: “Muito diferente, não tem explicação, vendo assim, o contato com a pessoa é muito interessante e você tem mais interesse em conhecer, querer saber, adorei”, conclui Gabriela.

Filogenia e evolução
Diversos materiais foram expostos para guiar a discussão sobre evolução. Os alunos eram levados a identificar padrões e a traçar relações entre diversos organismos, entre eles celenterados, moluscos e mamíferos. Termos como adaptação e seleção natural foram apresentados e debatidos nesse espaço.

Abelha e marcadores biológicos
Um tronco de Tecoma stans com ninhos da abelha solitária Xylocopa, também conhecida como carpinteira, era o ponto central deste espaço, que trazia um pôster com o método para se produzir ninhos-armadilha para abelhas solitárias. A abelha é um animal que precisa de um ambiente estável e preservado para crescer e se reproduzir, isso porque ela depende de néctar e pólen das flores. Os visitantes também foram levados a observar as especializações da abelha, como a corbícula e aparato bucal, para a coleta do pólen e néctar, além da forma como planejam os ninhos e como isso influencia na definição do sexo do filhote – macho ou fêmea. Para Maria Laura Fernandes ,14 anos, aluna do 9º ano do ensino fundamental do Colégio Semeando de Batatais, a abelha surpreendeu: “Nunca imaginei que uma abelha poderia ser solitária”. Já Étore Santos, 11 anos, da 5º série do mesmo colégio, se empolgou com a estratégia de reprodução: “Eu gostei da lógica da abelha, dela saber o jeito de botar (os ovos) e a hora certa de botar”. Além disso, o aluno assegurou que dará continuidade ao que aprendeu: “Eu vou fazer o ninho-armadilha na minha casa”.

Microscopia 
Observar organismos microscópicos não é uma tarefa fácil. Neste espaço os alunos observaram lâminas de zooplâncton – pequenos microcrustáceos (copépodos e cladóceros) que vivem na superfície de ambientes aquáticos – e exploraram sua morfologia, comparando-os com os fósseis de trilobitas, observados anteriormente. Os alunos eram levados a pensar sobre a relação das especializações dos segmentos e apêndices corporais.
A formação das nuvens também foi discutida, devido à relação das microalgas e a liberação do dimetilsulfeto (DMS), um gás muito leve que carrega moléculas de água até as nuvens, abastecendo-as. Para compreender a dinâmica intracelular os alunos exploraram os cloroplastos em movimento da Elodea, a conhecida ciclose.

Lago 
Os alunos acompanharam e discutiram a aparências de duas diferentes simulações de lagos, um com animais e plantas e outro eutrofizado (fenômeno causado pelo excesso de nutrientes e consequente diminuição de oxigênio) e, por meio de reagentes químicos, puderam atestar a qualidade da água através de indicação de quantidade de oxigênio presente em cada um.
 Confira todas as fotos do evento:
Confira versão virtual da exposição “Ponto e Contraponto: Equilíbrios e Desequilíbrios Ambientais”. 
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