O que vídeo games podem fazer com o nosso cérebro?

O mundo atual passa por um grande crescimento tecnológico. Hoje, as ações do ser humano estão cada vez mais virtualizadas, e nesse contexto de mudanças, os jogos acompanharam tal progresso e a cada dia conquista mais usuários.

Na palestra do dia 30 de março, do Adote um Cientista, o professor Guilherme Lucas, do Departamento de Fisiologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP destacou a crescente utilização dos jogos de vídeo game ao longo dos anos e como isso pode afetar nosso cérebro.

A importância de destacar o uso do vídeo game é que aproximadamente 1,2 bilhões de pessoas jogam diariamente, em seus celulares ou no computador. A partir desse dado, a curiosidade é saber: como o cérebro está se habituando a essa nova forma de comunicação?

Você sabe quais são os benefícios e malefícios causados pelo uso do vídeo game? De acordo com o palestrante, o vídeo game está relacionado com Ciência, que está relacionada com Neurociência, que por sua vez está relacionada com o comportamento humano.

Bom, não é possível continuar esse assunto sem falar algumas particularidades do sistema nervoso, em especial, sobre o cérebro. O último pesa em torno de 500 a 800 gramas e para auxiliar no controle de todas as atividades do corpo, conta com o Sistema Nervoso, um conjunto de estruturas do organismo que envia sinais para as diferentes partes do corpo humano.

O Sistema Nervoso é responsável por interpretar o que se passa no ambiente externo e também controla tudo o que acontece internamente, como o pulsar do coração, o funcionamento do intestino, da bexiga, entre outros. Este sistema também é responsável por permitir o aprendizado, controla as emoções e os pensamentos.

Você sabe qual é o princípio básico de funcionamento do Sistema Nervoso? De acordo com o palestrante, o principio básico é a sinapse, circuito neural caracterizado pelo contato entre os neurônios, onde ocorre a transmissão de impulsos nervosos de uma célula para outra. E você sabe o que acontece quando um Circuito Neural é estimulado?

Mas afinal, por que os neurocientistas estão tão interessados em vídeo game? Especialistas da área de Neurociência afirmam que os jogos estão associados ao prazer e são responsáveis por estimular a autonomia, motivação e bem estar. É uma ferramenta positiva para auxiliar na melhora da cognição, ou seja, colabora com o desenvolvimento do aprendizado, além de ser usado no tratamento de pacientes em reabilitação fisioterapêutica.

Por outro lado, estudos também mostraram que o uso constante do vídeo game também tem pontos negativos, como causar preocupação excessiva, mudança de humor, abstinência, recaída, e podendo acarretar em problemas como o vício. Aliás, você sabia que o mecanismo do vício em vídeo game é bem parecido com o vício em drogas?

Saber a extensão de todas essas reações no cérebro dos jogadores compulsivos é outra questão que os neurocientistas se empenham em responder. Para colaborar com os estudos foi adotado o uso da técnica de Neuroimagem ressonância nuclear magnética funcional, você sabe o que é? Quais as contribuições dessa técnica para análise dos estudos desenvolvidos nessa área?

Você sabe como o cérebro se comporta diante das cenas de violência contidas nos jogos de vídeo game?  Durante a palestra, o professor apresentou algumas imagens que explicam como o cérebro absorve essas imagens. A conclusão dos especialistas acerca desse ponto é no mínimo muito instigante e também apresentada no vídeo.

E dopamina, você sabe o que é? Qual sua função? Será que existe diferença na reposta do cérebro do homem e da mulher no momento de jogar vídeo game? Será que os homens ativam mais o sistema nervoso de recompensa, do que as mulheres?

Você acredita que o vídeo game estimula a violência? Ou pode causar dependência comportamental? A grande questão é: quando devemos usar ou quando devemos parar com o uso do vídeo game? Vale a pena conferir, na íntegra, o vídeo completo sobre esse tema que é cada vez mais explorado pela Ciência.

Texto por: Crislaine Messias

Revisão por: Caio de Oliveira

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