ABALO SINÁPTICO

Atividades relacionadas:

    • Abalo Sísmico ou Terremoto?
    • Neurotransmissão – A comunicação neural que dá química e é eletrizante
    • Neurotransmissores – A chave da comunicação sináptica.

Abalos sísmicos são caracterizados por um tremor de terra resultante de alguns fatores, como o encontro de diferentes placas tectônicas, falhas geológicas, acomodação de terra ou ainda, atividade vulcânica. Nós sentimos esses tremores aqui na crosta. Um dos sistemas mais relevantes que nos fazem sentir esses tremores é o sentido do equilíbrio, que integra a visão e audição e permite que saibamos onde nosso corpo e os objetos estão no espaço.

No interior de nossa orelha, mais precisamente em nossa orelha interna, há o aparelho vestibular, também conhecido como labirinto, que é formado pelo utrículo, pelo sáculo e pelos canais semicirculares. O utrículo e o sáculo se localizam sobre a cóclea, e são bolsas repletas de substância gelatinosa, cujas paredes são constituídas por células sensoriais sobre as quais encontramos os otólitos, pequenos grãos de carbonato de cálcio. Os canais semicirculares são constituídos por três regiões dilatadas que se localizam acima do utrículo. Nessas dilatações, chamadas de ampolas, há células sensoriais cobertas por um líquido gelatinoso. Quando nós nos movimentamos, giramos, mudamos de posição ou nos mexemos, eles fazem processos que vão fazer com que as células sensoriais que ficam neles sejam estimuladas, detectem o que aconteceu e enviem um impulso elétrico para o cérebro.

Esse impulso elétrico é transmitido pelos neurônios, entrando em contato com os dendritos. Os dendritos são regiões de primeiro contato com esse impulso elétrico. Esse impulso elétrico percorre o dendrito, passa pelo corpo celular, que vai desencadear o potencial de ação no início do axônio. O axônio é um prolongamento que apresenta canais iônicos, e é pelo axônio que o impulso elétrico vai ser conduzido, até chegar na terminação axonial. Esse impulso elétrico abrirá canais dependentes de voltagem e polarizará o neurônio, propagando o potencial de ação, fazendo com que todos os estímulos dos neurônios sejam ativados, devido as informações do ambiente que estão sendo enviadas ao cérebro.

Nossos neurônios trabalharão intensamente, mantendo a comunicação entre eles para que a pessoa entenda a situação, realizando sinapses. A comunicação entre eles ocorre entre o terminal do axônio e as espinhas dendríticas. Quando ocorre a sinapse elétrica, comunicação neuronal ocorre por estruturas denominadas junções comunicantes, e são mais rápidas. Quando ocorre a sinapse química (que é mais frequente), a comunicação neuronal ocorre na fenda sináptica, tem-se o neurônio pré-sináptico e o pós-sináptico e é preciso neurotransmissores, que são substâncias químicas que promovem a propagação da informação. Eles são produzidos no núcleo da célula transmissora e permanecem armazenados em vesículas. Após o Potencial de Ação, as vesículas se fundem com a membrana, e liberam os neurotransmissores.

Assim, entenderemos o que está acontecendo, e o nosso cérebro elaborará estratégias (a partir de nossas memórias e aprendizados) para nos salvarmos do terremoto.

Texto produzido pela aluna Maria Clara Conceição do 7º ano da escola E. E. Vergínio Melloni, cidade de Santa Rosa de Viterbo/SP

Publicações Relacionadas

Comentários