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Ex-aluno da Casa da Ciência tem projeto reconhecido pela NASA

“Tudo o que eu aprendo lá (no Adote e no Pequeno) eu conto para o meu irmão. Quero muito que ele tenha o prazer de participar um dia…Quando estou lá, é como se eu já fosse mesmo uma pequena cientista; pois lá aprendemos e reforçamos muita coisa.” 

  • Ana Clara Silva, Luís Antônio

“O intuito da Casa de “chamar” pessoas (adolescentes em sua maioria) é encantador, pois hoje em dia, apesar de termos tudo na mão, não nos interessamos ou não buscamos saber de assuntos que realmente somam em nossa vida. A oportunidade que eu tive foi realmente muito importante para mim; espero que assim seja para outras pessoas.”

  • Kátia Letícia Beatriz Pereira, Luís Antônio

Esses são apenas alguns dos milhares de depoimentos que recebemos frequentemente de alunos e ex-alunos dos projetos Adote um Cientista e Pequeno Cientista. Que a Casa da Ciência exerce um grande impacto na vida dos jovens que por ela passam, isso já não é novidade. Desde relatos de alunos que, com a Casa, aprenderam a se organizar e a estudar para as provas, até de alunos que descrevem sua perda de timidez e notável melhora ao falar em público, a maneira como o projeto fica marcado na vida de cada estudante pode ser diferente, mas o resultado final é permanente e é sempre o mesmo: o sucesso.

Pois exatamente o sucesso e o esforço de um ex-pequeno cientista é que foram reconhecidos pela Agência Espacial Americana, a NASA.

Foto: EPTV Ribeirão Preto

O Marcos Vinicius Ruivo Rocha, de 16 anos, participou do Pequeno Cientista em 2017, e conta que essa experiência abriu sua mente para a área de ciências, tecnologia e robótica. 

“A Casa da Ciência foi parte fundamental do meu interesse pela ciência em geral. As visitas que fazíamos ao Hemocentro durante o ano de 2017 foram um início, um gatilho, que revelou para mim que existia conhecimento muito além do apresentado nas escolas. Diversos temas científicos eram abordados nas palestras do Adote um Cientista e nos grupos do Pequeno Cientista, e muitas vezes eram assuntos não comentados ou não aprofundados nas escolas públicas. Eu me sentia um ignorante, mas, ao mesmo tempo, queria saber mais sobre o mundo científico e aquele momento do projeto era a oportunidade exata para isso. Como as áreas científicas eram diversas, tive aprendizado de várias delas, desde um estudo mais profundo sobre o sistema sanguíneo, até os princípios mais básicos da programação. Foram experiências que me ajudaram bastante e que continuarão me ajudando no futuro.”

Na sua escola em Ribeirão Preto, ele recebeu o convite de um amigo para participar do HackaTeen, uma competição da NASA que premia jovens com projetos inovadores.

“Eu entrei no site da NASA e vi que usava uma programação que eu já havia aprendido há dois anos atrás.”

Por causa das notícias sobre o derramamento de petróleo no litoral nordestino, o grupo do Marcos teve a ideia de criar um protótipo de robô que ajudaria na limpeza das praias.

“Ele identificaria o petróleo com um sensor de luz, pararia, sugaria este petróleo com água salgada e separaria ambos por meio da diferença de densidade entre eles. Como o petróleo é menos denso, o robô abriria uma escotilha embaixo deixando apenas o petróleo lá dentro.”

O projeto foi premiado em 1º lugar na categoria “Estratégia e Inovação”

Texto por GIOVANA FARIA

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